A vila de Mangue Seco, no litoral norte da Bahia, ocupa a ponta de uma península repleta de dunas e cercada de praias praticamente desertas. Possui também valor histórico e cultural, principalmente por ser a terra natal da personagem Tieta do Agreste, do romance de Jorge Amado.

Mais do que entender o que fazer em Mangue Seco, aqui você encontra as principais dicas para sua viagem.

Apesar de ser na Bahia, na divisa com Sergipe, Mangue Seco é um passeio mais comum para quem está em Aracaju. E aqui vão todas as dicas para você incluir esse pequeno paraíso tropical no seu roteiro de viagem.

O que fazer em Mangue Seco – Dicas e passeios

Índice com nossas dicas e roteiro em Mangue Seco, Bahia:

Onde fica Mangue Seco no mapa

Com menos de 200 habitantes, Mangue Seco está numa península entre o Rio Real, o Rio Jacaré e o Oceano Atlântico. Para chegar lá por terra, apenas em veículo 4×4 ou fazendo a travessia de lancha a partir de diferentes atracadouros em Sergipe e na Bahia (como chegar em Mangue Seco).

  • Distância de Aracaju: 72 km + travessia de lancha
  • Distância de Salvador: 240 km + travessia de lancha

Quando ir para Mangue Seco

Faz calor o ano inteiro na região de Mangue Seco, com temperaturas em média variando de 24 ºC a 30 ºC.

O período mais chuvoso ocorre entre abril e julho, sendo que maio é o mês com maior índice histórico de chuvas. Então, se puder evitar uma época, não viaje no mês de maio.

Viajando na melhor época, você também encontra condições ideais em destinos turísticos próximos a Mangue Seco, como Praia do Forte, na Bahia, a Praia do Saco, em Sergipe, e em Aracaju.

O que fazer em Mangue Seco

A vila é pequena. Os únicos pontos de interesse na própria vila são a Igreja Bela Vista de Santa Cruz e o calçadão na orla do rio.

Indispensável mesmo é o passeio de buggy, que sobe aos principais mirantes das dunas e leva até as barracas da praia, do outro lado da península.

Como alternativa, pode também fazer um passeio de quadriciclo, a reservar na orla do rio ou pelo Whatsapp (79-99867-0050). Mas, durante meio passeio nas dunas, não vi nenhum quadriciclo por lá.

O pequeno Centro Histórico de Mangue Seco

Do local onde você vai chegar de lancha em Mangue Seco, até a outra ponta da vila, são cerca de 500 metros. Vá pelo calçadão na orla do rio, repleto de barcos ancorados, passando em frente a restaurantes e pousadinhas simpáticas.

No final do caminho, com vista para a Ilha da Tieta, está a praça principal de Mangue Seco, onde está a pequena Igreja Bela Vista de Santa Cruz.

Passeio de buggy em Mangue Seco

O melhor jeito de percorrer as dunas de Mangue Seco é de buggy. O passeio é bem organizado, com preços tabelados e  roteiro definido. Funciona assim:

No início da vila, em frente ao local de chegada das lanchas, está o galpão da cooperativa de bugueiros. Vá ao guichê e compre o tíquete para o passeio. Preço do passeio: R$ 200. Podem ir até 4 passageiros no carro. Pagamento em dinheiro ou em PIX. O local não aceita cartão.

Fui num domingo de feriado e o local estava relativamente vazio. Comprei sem fila e logo me direcionaram a um motorista. Os buggys ficam estacionados ali em frente ao galpão.

O passeio percorre os pontos mais altos da dunas, todos sinalizados com o número do mirante. Há um tempo de parada para fotos em cada local. Num dos mirantes, é possível fazer “esquibunda” na duna, por uma valor extra de R$ 3 por escorregada.

O visual no caminho é cinematográfico. O trajeto todo, sem contar o tempo das fotos, leva menos de 20 minutos. O ponto final do passeio é na Praia de Mangue Seco.

A Praia de Mangue Seco

De águas escuras e ondas de pequenas para médias, é uma praia extensa e quase deserta. Mas o buggy leva direto ao ponto onde estão as barracas montadas na areia. Servem comida, bebida e possuem banheiros rudimentares.

Aí você combina com seu bugueiro quanto tempo quer ficar na praia, e depois ele volta pra te buscar. Como fui mais pro final do dia e fiquei menos de duas horas na praia, ele preferiu ficar por lá mesmo esperando.

O retorno à vila, por uma estradinha entre as dunas, é mais rápido, menos de 10 minutos.

Vale a pena dormir em Mangue Seco?

Era a minha intenção. Mas como fui no Carnaval e poucas pousadas em Mangue Seco estão em sites de reservas ,como o Booking.com, preferi não arriscar. Então fiz apenas o bate e volta a partir de Aracaju.

Não me arrependi. Apesar de simpática, Mangue Seco é muito pequena e a praia não é das melhores, além do acesso complicado. Pra mim, passar uma tarde foi mais do que suficiente.

Meu roteiro foi assim: cheguei em Mangue Seco umas 13h e almocei no restaurante da Pousada Asa Branca, o primeiro do calçadão. Depois, uma caminhada até a igreja e uma parada para um sorvete, esperando o sol baixar. Umas 15h30 entrei no buggy e 16h já estava na praia. Às 17h30 retornei à vila, para embarque 18h na lancha que me levaria ao atracadouro Porto Nangola, onde deixei o carro.

Onde ficar em Mangue Seco

Caso você queira vivenciar dias de muita tranquilidade, sem se preocupar com variedade de restaurantes e praias, aí vale a pena a hospedagem.

Aqui vão algumas dicas de pousadas em Mangue Seco, nas melhores localizações de vila:

Logo depois do local de desembarque da travessia, a Pousada Asa Branca tem piscina e quartos com vista para o rio. Almocei um peixe assado por lá, a céu aberto, e estava muito bom. Não aceita reserva online.

Um pouco a frente, a Pousada Grão de Areia também fica na orla do rio. A principal vantagem dessa localização é poder combinar com o piloto da sua lancha para te entregar direto na frente do hotel.

No final do calçadão, a pousada Pouso das Garças também não aceita reserva por sites, apenas pelo Whatsapp (79 99127-0112).

Já nas ruas internas da vila, a Mangue Seco Suítes & Bistrô é charmosa e bem avaliada.

Isolado na ponta da península, com acesso direito ao rio-mar, o Resort Eco O Forte tem a melhor estrutura da região, sendo ideal para estadias prolongadas.

Onde comer em Mangue Seco

Como falei acima, almocei muito bem no restaurante da Pousada Asa Branca. Os sucos também estavam excelentes, assim como a vista privilegiada, de frente para a foz dos rios.

Para encontrar outros restaurantes, basta seguir a caminhada pela orla. Um pouco à frente, o BAR.CO tem mesinhas à beira do calçadão e serve pratos como peixes e frutos do mar, além de lanches como açaí e tapioca.

Pela orla e caminhos de terra da vila, há lugares menores e mais simples para comer e tomar um sorvete.

Gostaria de ter ido no Flutuante Estrela do Mar, barraca pé na areia especialista em peixes e caranguejos. Mas ela fica em ponto isolado, acessível apenas de carro 4×4 ou de lancha.

Vale a pena viajar a Mangue Seco?

Gostei muito do passeio em Mangue Seco. Para quem está em Aracaju, é um bate e volta imperdível. Menos de 1h30 de viagem, por estradas em boas condições, além de cerca de 15 minutos de travessia de barco.

Na minha opinião, um lugar bem mais interessante do que a Praia do Saco, caso precise escolher um passeio ou outro. Mas o ideal mesmo é combinar as duas coisas.

Se estiver em Salvador, o bate e volta é muito cansativo, pois são mais de 3 horas de viagem de carro até o Atracadouro do Pontal, local da travessia.

Boa viagem!

Viajar com tudo reservado é bem melhor

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