Argentina

Visitas e caminhadas guiadas gratuitas em Buenos Aires

Em caminhadas e visitas guiadas oferecidas pela Prefeitura de Buenos Aires, conheça atrações famosas e histórias surpreendentes.

Um dos melhores jeitos de se explorar uma cidade é a pé. Em Buenos Aires não é diferente. Dá pra conhecer importantes atrações e fazer visitas guiadas gratuitas imperdíveis em passeios a pé pela capital argentina.

Aliás, é possível preencher todo um roteiro apenas com essas caminhadas e visitas gratuitas em Buenos Aires. Fiz diversas dessas atividades em minhas viagens e aqui vai um relato detalhado para você entender como funcionam esses passeios.

Importante: no momento, devido à pandemia da COVID-19, muitas atividades turísticas estão suspensas, então confira as atualizações nos sites e perfis oficiais do turismo na Argentina.

E se tiver alguma dúvida, basta perguntar. A gente responde o mais rápido possível.

Dicas de passeios gratuitos para fazer em Buenos Aires

Sim, são passeios grátis mesmo, não tem pegadinha. E nem precisa dar aquela básica gorjeta no final, pois os guias desses passeios já recebem um salário do governo para realizar suas atividades, patrocinadas pelo Governo da Argentina. No site turismo.buenosaires.gob.ar estão listados muitos passeios gratuitos, além de passeios pagos.

1. Passeio pelo Circuito Recoleta

Um dos “Free Walk Tours” que fiz foi o Circuito Recoleta. O passeio começa no Teatro Colón e termina dentro do Cemitério da Recoleta.

O Teatro Cólon tem sua própria visita guiada, cujo ingresso tem um custo e pode ser comprado na bilheteria local. Durante o tour, são contados detalhes sobre sua arquitetura, concomitante aos fatos históricos, incluindo alguns relacionados à vida pessoal e amorosa (inclusive extraconjugal) dos seus arquitetos.

A casa tem mais de três mil lugares, mas a maioria deles tem a visão prejudicada. Assisti a dois concertos desde assentos diferentes – um desde a galeria, o outro desde a tertúlia, ambos na lateral, e eu via menos da metade do palco. Se for pra um concerto, talvez não faça tanta diferença, já que o importante mesmo é a música.

Em frente ao teatro está a Avenida 9 de Julho, com 140 metros de largura, a ”maior avenida do mundo”, informação seguidamente repetida pelos guias. Mas, como brasileiros e argentinos vivem se “peleando” sem a menor necessidade, há uma controvérsia com relação a isso também, pois o Eixo Monumental, em Brasília, tem mais de 200 metros de largura.

A Av. 9 de Julho teve mais de trinta mansões derrubadas durante sua construção, no trecho entre as estações de metrô Retiro e Constituición. Apenas três edifícios daquela época permanecem em pé. Um deles tem o rosto de Evita Perón pintado em duas de suas paredes laterais.

Quando passar pelo prédio, repare que, numa das pinturas, Evita fala ao microfone com um semblante sério e desafiador (foto acima). Essa imagem é voltada ao lado mais rico de Buenos Aires. Na pintura voltada para os bairros pobres, Evita sorri carinhosamente.

Mas sem dúvidas o monumento mais famoso da avenida é o grande Obelisco, com 68 metros de altura e linda iluminação noturna, sendo um dos principais pontos turísticos de Buenos Aires.

Bares secretos em Buenos Aires

Nesse passeio, também descobrimos mistérios do submundo noturno de Buenos Aires, que são os bares secretos.

A guia nos parou em frente a uma floricultura, dizendo que era um bar. Todos ficamos confusos e aí ela nos pediu para reparar que, numa parede ao fundo, do lado de dentro, há uma porta que leva a uma loja de vinhos. Esse tipo de disfarce de bares surgiu no período da lei seca. Hoje, seguem mais como uma brincadeira, que é levada a sério: só entra no bar quem sabe a senha (divulgada a cada dia no site do bar).

Embora secretos, os bares são fáceis de se encontrar. É só digitar no Google “bares secretos de Buenos Aires”.

Depois de uma pausa de 15 minutos para lanche, seguimos o Cemitério da Recoleta, onde escutamos a história mais macabra do passeio, sobre a morte de Evita: o corpo dela foi roubado durante a ditadura argentina e ficou desaparecido por mais de 15 anos, até ser levado à sua atual tumba no cemitério.

2. Passeio no Centro Histórico

Fiz também um passeio histórico pelo Centro, também com duração de três horas, que começa no Congreso e termina da Casa Rosada.

  • Para visitas guiadas no interior do Congreso de la Nación, agende pelo telefone 4127 7100 / Ramal 3680.

Há controvérsias em relação à data da fundação de Buenos Aires e ouvimos as duas histórias que falam sobre isso. Não darei spoilers, vai ser mais interessante ouvir do seu guia.

E sobre as cores da bandeira da Argentina? Será que o General Belgrano olhou o céu num dia de primavera e se inspirou no azul celeste e no amarelo solar? Peguei um guia pouco romântico no dia e ele disse que não, e contou uma história menos poética, sobre a qual prefiro não falar,  pra te deixar mais curioso.

Também aprendemos algo que serve para começar qualquer conversa de bar: o nome Argentina tem a ver com “argentum”, terra da prata. Só que hoje não há mais minas de prata no país.

Marco zero da Argentina

Na praça em frente ao Congreso (que lembra bastante o Congresso de Washington, Estados Unidos) está o ponto zero da Argentina. O monumento à frente do Congreso é o maior da cidade, assim como sua fonte, que representa o Rio de La Plata e seus afluentes.

Grandiosidade

Aliás, muitos edifícios em Buenos Aires são grandes e imponentes, inspirados em construções europeias, reflexo da esperança de que o país se tornasse uma potência econômica.

Existe até uma escultura de Rodin original em praça pública. A estátua “O pensador” é uma das três verdadeiras que existem no mundo. Está cercada por grades, assim como tantos outros monumentos, para evitar depredação.

O passeio agora nos leva a descer a Avenida de Mayo, inspirada na Champs Elysées, de Paris.

Mal começamos a descer a avenida e já paramos para admirar um outro edifício interessante e bonito, o Palácio Barolo, inspirado na “Divina Comédia”, de Dante. Está na altura do número 1300 porque é por essa época que o livro foi escrito. Tem seu próprio passeio guiado e um mirante no topo. Nunca subi, porque acho o preço alto.

Terminamos o passeio na Plaza de Mayo, cercada de edifício importantes, como a Catedral Metropolitana, inspirada em templos romanos, e, por isso, sem cruz do lado de fora, porque na época de sua construção havia um pensamento de o país ser um estado laico.

Os outros monumentos da praça têm suas próprias visitas guiadas, também gratuitas.

Como fazer a visita guiada ao interior da Casa Rosada

Na Casa Rosada, sede da Presidência da República Argentina, ouvimos histórias interessantes também, como a da sua cor: devido à umidade da cidade, era bem comum as casas serem pintadas com cal, gordura e sangue de vaca, para conservar mais a pintura.

A visita guiada ao interior da Casa Rosa acontece somente aos sábados e domingos. Para participar, é preciso se inscrever pelo site da Casa Rosada, onde também estão as opções de horários. A visita é meio corrida. Um guia e seguranças acompanham o grupo o tempo todo, então não dá muito tempo de observar detalhes e tirar foto com cuidado.

O salão principal, onde trabalha o presidente, não pode ser fotografado. Na parte de trás da casa, há ainda o Museu do Bicentenário. Terminamos a visita num salão onde estão os bustos de todos os ex-presidentes, muito bem esculpidos.

A poucos metros dali, minha última recomendação é visitar o Palácio de Hacienda, de entrada gratuita e com exposição sobre a história monetária argentina.

3. Passeio em La Boca

La Boca é o bairro de Buenos Aires que todo guia de turismo recomenda conhecer. O melhor de ir até o bairro fazer a caminhada guiada grátis oferecida pela prefeitura, é que o Passeio La Boca tem o foco na arte urbana.

As histórias são desde o início do bairro, que, devido à proximidade ao porto e uso de restos de navio e de tintas para construção de casas, ele foi se tornando multicolorido. No início, as casas eram mais em tons de preto e bege. Aos poucos, os tons foram se avivando, inclusive com a realização de concursos para o bairro de tornar ainda mais vibrante.

O passeio tem como foco a admiração dessas pinturas, uma delas em 3D. Após o passeio, sugiro conhecer ali pela região o Espaço Cultural Usina, gratuito, e o Museu do Cinema Argentino. Além do óbvio, o Caminito, região mais turística e movimentada em La Boca.

4. Circuito Papal

A Argentina se orgulha muito de ter um papa nascido lá, ainda mais um tão popular como o Papa Francisco. O que levou à criação desse roteiro que mistura religião e a história de vida de Jorge Mario Bergoglio.

Esse passeio, com 3 horas de duração, eu fiz em ônibus. Começou em frente à Igreja San José de Flores, local onde o Papa Francisco recebeu seu chamado divino para ser sacerdote.

Perto desse ponto de encontro, há alguns centros culturais e praças legais, então talvez vale a pena chegar à região com umas duas horas de antecedência. Todos os caminhos do passeio estão relacionados a Francisco e sua família.

O trajeto é quase todo pelos bairros de Flores e Villa Devoto, que são bairros mais afastados e meio fora do circuito turístico principal de Buenos Aires. O ponto final foi em frente à Casa Rosada.


Texto escrito por Átila Muniz, autor do blog Rodanomundo e do perfil @Rodanomundo do Instagram. Dicas baseadas em experiências vividas em Buenos Aires em 2018, 2019 e 2020.

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