Disney

O pior brinquedo da Disney

O "brinquedo" mais intenso dos parques da Disney, em Orlando, já causou duas mortes.

Quando cheguei ao Epcot, na Disney, não esperava sair de lá passando mal, com enjoo e ânsia de vômito. Pois foi exatamente assim que fiquei depois de ir num “brinquedo” chamado Mission Space.

Espécie de centrífuga humana, o Mission Space não deveria existir, ainda mais num complexo da Walt Disney World, em Orlando, que recebe milhões de visitantes todos os anos.

Minha experiência no Mission Space, no parque Epcot

O Mission Space tem lugar de destaque no Epcot. Criado em 2004, a atração ocupa uma das maiores estruturas do parque. Além de ter uma das mais fachadas chamativas, com planetas e outras referências ao sistema solar.

Além de bonito, estava com uma das menores filas naquele dia: apenas 10 minutos de espera.

Na realidade Disney, 10 minutos é quase nada. Alguns brinquedos costumam exigir mais de 1 hora na fila.

Missão Verde ou Missão Laranja?

Existem duas experiências possíveis no Mission Space:

  • Equipe Verde: Mais leve, simula a experiência de uma nave espacial na órbita da Terra.
  • Equipe Laranja: Brutal, simula a decolagem na terra e o pouso em Marte.

No local, existem algumas advertências em placas e em áudio, sempre em inglês, sobre a “Orange Mission” possuir giros e não ser indicada a quem prefere não vivenciar experiências mais intensas.

Já no embalo da Disney, onde muitos brinquedos também giram, não imaginem que a Missão Laranja pudesse mesmo ser algo tão intenso. Afinal, Disney é alegria, um mundo mágico para crianças e adultos, certo?

Na fila, os avisos de perigo não eram tão claros quanto este que li agora no site oficial da Disney no Brasil: “Visitantes que escolham a Orange Mission devem estar em boas condições de saúde, sem pressão arterial alta, problemas cardíacos, de coluna ou pescoço, enjoo por movimentos ou outras condições que possam ser agravadas por esta aventura. Gestantes não devem participar de nenhuma das duas missões.”

Na fila, com filminhos sobre naves espaciais e todo um universo Disney e Nasa ao redor, continuei tranquilo, sem ter ideia do que estava por vir.

Decolando na Missão Laranja

Cada cabine do Mission Space acomoda até 4 pilotos. Mas eles dividem por grupos de quem está junto no parque. No meu caso, fomos em 3 pessoas.

Me sentei e puxei do teto o suporte de segurança, daqueles emborrachados, como numa montanha-russa. A funcionária passou conferindo se estava tudo certo, mas sem dar muita atenção.

O monitor individual acendeu na minha frente. Uma cena mostrava o céu, visto da perspectiva do piloto da nave.

No meu painel de controle, um manche e alguns botões.

Contagem regressiva. Barulho de motor. Lá vamos nós para Marte.

Voo e aproximação da Mission Space em Marte

Senti uma forte pressão no peito.

Olhando na tela, cenas do espaço. Não estava entendendo de onde vinha aquele aperto, que parecia me empurrar contra o banco.

Foi piorando. A pressão cada vez mais forte.

Olhar fixo na tela. Avistei o solo marciano. A “nave” parecia tremer à medida que se mexia e desviava de obstáculos. Tentei controlá-la pelo manche. Nada.

Os botões e outros controles do painel são apenas figurativos.

Já passando mal, comecei a apertar tudo o que via, na esperança de aparecer alguém pra me tirar daquela tortura.

Chegada em Marte

Definitivamente os botões do brinquedo não funcionam.

A nave fez um pousada complicado em Marte. Minha tripulação foi recebida pela atriz Gina Torres, a advogada Jessica Pearson da série Suits, que interpreta a chefe da missão.

Precisamos voltar para a Terra?

Nessa altura, supondo um retorno ao planeta água, pensei que fosse desmaiar. Não aguentaria mais 1 minuto naquela eternidade.

As portas se abriram. Desci e gritei:

– QUE DESGRAÇA!

Pelo menos eu sobrevivi. A experiência, embora péssima, foi rápida. Não cronometrei, mas durou algo como 7 minutos a bordo.

Mortes no Mission Space na Disney

Descobri que 2 pessoas já morreram no pior brinquedo da Disney. E centenas de pessoas precisaram de atendimento médico ao deixar o “brinquedo”.

A primeira vítima fatal foi uma criança de 4 anos. A segunda, uma mulher de 49 anos. Segundo as notícias, ambos supostamente possuíam problemas cardíacos.

Náusea e fraqueza pelo restante do dia

O que causa a suposta sensação de estar no espaço, é simplesmente um intenso giro ininterrupto. O brinquedo funciona como um “rotor” de parques como ITA e PlayCenter. Mas no escuro e com toda uma “imersão” na história.

Depois de sair do Mission Space, não consegui entrar em mais nenhuma outra atração do Epcot. Com uma forte ânsia de vômito, o restante do dia foi perdido.

O ingresso caríssimo do Epcot, que dizem valer a pena mais pelo show de fogos no fim do dia do que pelos brinquedos, foi praticamente desperdiçado.

Não recomendo o Mission Space para ninguém.

Não vale a pena, por experiência e sofrimento próprios.

Há quem goste? Lógico. Inclusive uma das integrantes do meu grupo saiu eufórica do brinquedo, dizendo realmente ter se sentido numa nave espacial.

Mas, devido a essas centenas de problemas, inclusive com mortes, a Disney deveria ser mais prudente e criteriosa com os interessados em participar da Orange Mission do Mission Space.

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