Japão

Dicas de viagem para Quioto: o que fazer, como chegar e roteiro

Relato de viagem para Quioto, com dicas de como ir, o que fazer, onde comer e principais atrações.

A cidade que Quioto é uma das mais visitadas do Japão, por excelentes razões. É comum que as pessoas encaixem em seu roteiro uma escapada a Quioto a partir de Tóquio, mesmo que só estejam no país ou região por alguns dias.

Na hora de planejar a viagem, uma dúvida comum é quanto tempo ficar. Há quem considere até ir e voltar no mesmo dia, mantendo a hospedagem em Tóquio. Para quem só dispõe de um dia mesmo, tudo bem,  aproveite a oportunidade. Mas, vá por mim, a cidade tem muito mais a oferecer do que um dia de roteiro.

Vale a pena se hospedar em Quioto e dedicar mais dias às atrações da cidade. Considerando a distância, o preço da viagem e o número de atrações, a “escapada” ideal de Tóquio para Quioto seria de no mínimo duas noites.

Como chegar a Quioto saindo de Tóquio

O meio de transporte preferido para fazer o percurso entre Tóquio e Quioto é o trem-bala, ou shinkansen. É ele que possibilita os passeios de um dia. São pouco mais de duas horas de viagem por trecho. Em comparação, leva seis horas para chegar de carro e quase oito para ir de ônibus.

Trem-bala de Tóquio para Quioto

Para muita gente o trem-bala faz parte da experiência de visitar o Japão. E é verdade que essa viagem de trem é um passeio turístico por si só. Afinal, essa é a rota do primeiro trem-bala do mundo.

O primeiro shinkansen entrou em operação em 1964 e ligava Tóquio a Osaka, cobrindo parte da histórica rota Tokaido. Embora este primeiro trem já tenha se aposentado, seus sucessores mais rápidos mantêm o charme da linha.

A desvantagem é o preço. O trem mais rápido, Nozomi, custa 14.000 ienes por trecho (cerca de 520 reais hoje, portanto mil e pouco ida e volta). O Hikari e o Kodama, que são só um pouco mais lentos, custam 13.080 ienes (486 reais). Tenha em mente que o Kodama pinga em todas as estações pelo caminho, então enrola mais.

O melhor jeito de economizar nos trens é comprar o Japan Rail Pass JR Pass, que permite viajar no Hikari e no Kodama (Nozomi não está incluído) sem custo adicional. O JR Pass de sete dias custa 273 dólares e pode ser usado em trens, metrôs e ônibus pelo Japão, e até no traslado do aeroporto de Narita para Tóquio.

A caminho de Quioto: Monte Fuji visto da janela do Nozomi. Foto: Buenas Dicas

Ônibus de Tóquio para Quioto

A segunda opção, ônibus, sai bem mais em conta. As passagens da empresa Willer, por exemplo, custam de 4.000 a 10.000 ienes por trecho, dependendo da data e da categoria do assento. É possível pegar esse ônibus em frente à Estação de Tóquio. Outras empresas que fazem o traslado também possuem guichê nessa estação.

Para cortar custos também com diária de hotel, dá pra pegar as viagens noturnas. Os ônibus noturnos saem de Tóquio por volta das dez da noite e chegam a Quioto às cinco e meia da manhã.

O que fazer em Quioto – Pontos turísticos e atividades

A segunda razão pela qual é aconselhável passar mais tempo em Quioto são as atrações da cidade. Entre restaurantes, templos e parques, é mais fácil faltar tempo do que sobrar.

Além do mais, trata-se de uma cidade histórica, repleta de monumentos da arquitetura religiosa japonesa. Quioto convida a uma postura contemplativa. Portanto, a experiência é um tanto melhor quando gente pode desacelerar e aproveitar a cidade no ritmo que ela inspira. Sem correria para carimbar ponto turístico.

Templos e santuários

A cidade tem por volta de 1600 templos budistas e 400 santuários xintoístas, alguns dos quais mundialmente conhecidos, por exemplo, o templo budista Kinkaku-ji (Templo do Pavilhão Dourado), e o santuário xintoísta Fushimi Inari-taisha, com seu túnel de centenas de portões vermelhos (torii).

Jardins do templo budista Shoren-in. Foto: Buenas Dicas

Sendo assim, pode ficar até difícil decidir o visitar, ou se organizar para para fazer tudo o que está na sua lista.

Uma dica é escolher os templos ou santuários que mais te interessarem e aproveitar para conhecer outros ao redor. Lembre-se de chegar cedo para entrar nos mais famosos. Na minha experiência, uma visita na hora em que o templo abre é bem mais serena. Em vinte minutos eu fui de poder caminhar sozinha pelo jardim a não conseguir tirar nenhuma foto que não contemplasse vinte desconhecidos – que também estavam tirando fotos, claro.

Outra forma de escolher qual localidade religiosa visitar é aproveitar os eventos sazonais. Fique de olho nas celebrações de primavera e outono, quando os templos abrem à noite para exibir seus jardins iluminados.

Caminhadas e passeio ao ar livre

Outro motivo que leva a separar mais tempo para Quioto é o deslocamento dentro da cidade. Isso porque o desenho da cidade não ajuda. Muitos dos  templos, santuários e parques estão nas extremidades leste e oeste da cidade, separados pelo centro congestionado.

Portanto, prepare-se para passar um tempo considerável dentro do ônibus, trem ou taxi. Pode ser que eu esteja sendo muito crítica com Quioto, já que ficar em pé no ônibus quente sempre me irrita mais que o normal, mas é melhor estar preparado.

É possível otimizar o tempo passando o dia todo numa mesma região da cidade e se deslocar a pé entre uma atração e outra. Escolha um canto e fique por lá.

Para dar um exemplo, os visitantes de Quioto se apaixonam pelo caminho entre o templos Ginkaku-ji e Nanzen-ji. O trajeto pode ser feito pelo “Caminho do Filósofo” (Tetsugaku no michi). Essa trilha pavimentada de pedrinhas é mesmo imperdível, seja pela natureza e quietude, pela arquitetura ao redor, ou pelas lojinhas e restaurantes que ficam por ali.

Caminho do Filósofo. Uma caminhada tranquila à beira d’água, com muitas coisas interessantes para ver e fotografar no percurso. Foto: Buenas Dicas

Do lado oposto da cidade, a noroeste do centro, fica Arashyiama, uma região de clima bucólico com vista para as montanhas. Ali se encontra o místico Bosque de Bambus e o Parque Kameyama, que se tornou um dos meus lugares favoritos na cidade, principalmente por causa do mirante com vista para o Rio Katsura e a linha férrea de Sagano.

Pôr do sol sobre o Rio Katsura visto do mirante, região de Arashyiama. Foto: Buenas Dicas

Alimentação e vida noturna em Quioto

A cena gastronômica e a vida noturna de Quioto também não deixam a desejar.

Você vai encontrar excelentes restaurantes ao longo da rua Kiyamachi. Na primeira vez em que estive nessa rua, fiquei tão encantada com sua atmosfera, que acabei perdendo a hora de jantar. Quando estiver por lá, uma boa pedida é o Chao Chao Sanjo Kiyamachi, pequeno restaurante especializado em  guioza. O cardápio variado inclui  opções vegetarianas.

Ali do lado fica o histórico Beco Pontocho. Ele é uma estreita passagem de pedestres repleta de restaurantes para todos os bolsos.  Em tempo, a região de Pontocho também é uma das melhores para avistar gueixas. Pois lá ficam casas de chá e locais de eventos exclusivos nos quais as gueixas entretêm.

Lembre-se de não incomodá-las tirando fotos indiscretas ou as perseguindo pelas ruas. Parece uma recomendação um pouco excessiva, já que o respeito deveria ser senso comum, mas a prefeitura de Quioto já teve que tomar medidas para previnir esse comportamento mal-educado de alguns turistas, que já estava virando rotina.

Gueixa avistada no Beco Pontocho. A fotógrafa tentou ser discreta ao fotografar. Na dúvida, evite constrangimento e registre o momento somente na memória. Foto: wanderlusterful.com

Cerimônias do chá

Existem muitas casas de chá especializadas em oferecer a experiência completa da cerimônia do chá. Essas casas oferecem vários tipos de “pacotes”, dos mais simples, que duram cerca de meia hora, aos mais sofisticados e imersivos. Na Maikoya, por exemplo, o visitante pode participar ativamente do ritual de preparação do chá, usar o quimono e até ser recebido por uma maiko (aprendiz de gueixa).

Quando estiver visitando os templos, você também encontrará muitas oportunidades de ficar e participar das cerimônias do chá. Geralmente, a versão da cerimônia oferecida pelos templos é mais simples (e pode ser mais barata) do que a das casas de chá. Vale a pena. Ainda mais se a cerimônia for com vista para o jardim.

O jeito mais moderno é agendar pela internet. Dá para fazer reservas diretamente no site das casas de chá, ou pelo Airbnb Experiences, que têm opções para vários bolsos e agendas, desde cerimônias breves e descontraídas até um passeio de quatro horas que te leva para conhecer as plantações e participar da cerimônia com vista para os campos de chá.

Banhos termais

Em Quioto também não faltam boas oportunidades de participar de outra tradição japonesa. Essa é a minha favorita: onsens, ou banhos termais.

Há várias casas especializadas perto do centro de Quioto onde você paga para usufruir dos banhos por algumas horas. Há também hotéis que oferecem acesso aos banhos. Ao lado da estação de trem, por exemplo, fica o hotel Hatoya Zuihokako, que oferece um pacote “dia” , incluindo o acesso aos banhos e uma refeição.

Claro que se o foco da sua viagem for relaxamento, o melhor mesmo é ficar em um dos ryokans da cidade, pois muitos têm seus próprios onsens. Esses hotéis tradicionais japoneses são uma excelente opção para quem quer mergulhar na cultura.

Continue planejando sua viagem ao Japão

Além dessas dicas de Quioto, aqui no blog também temos estas dicas para quem vai conhecer o Japão, que são importantes para planejar a viagem e não pagar mico em solo japonês.

Se ainda tiver dúvidas sobre Quioto e quiser uma consultoria para montar seu roteiro, escolher um hotel ou onsen, ou sobre visitas a pontos turísticos, entre outras, utilize a parte de comentários abaixo e mande sua dúvida.

E boa viagem para Quioto!

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