“Construída em 1740, é a única Fortaleza do sistema de defesa da Baía Norte instalada na ilha de Santa Catarina”. Essa frase, na placa de boas-vindas, marca o início da visita ao Forte de São José da Ponta Grossa, que junto às fortalezas de Santa Cruz e Santo Antônio, protegia Florianópolis dos invasores nos séculos passados.

Foi caminhando sem rumo em Jurerê, onde estava hospedado, que vi a sinalização e fui ver o que era aquela grande construção em pedras. Resolvi entrar. Afinal o ingresso é barato e a vista para o mar é impressionante. Valeu a pena.

E agora vou contar um pouco mais dessa visita ao Forte de São José da Ponta Grossa, que desde 1938 é um Monumento Histórico Nacional, tombado pelo IPHAN. É mantido e gerenciado pela UFSC, a Universidade Federal de Santa Catarina.

Horários e funcionamento

• Na alta temporada de verão (janeiro e fevereiro): das 9h às 13h e das 13h às 19h.

• Na baixa temporada (março a dezembro): das 9h às 12h e das 13h às 17h.

Preço do ingresso

• Inteira: R$ 8,00

• Meia: estudantes mediante comprovação, idosos acima de 60 anos e crianças de até 5 anos. A taxa de entrada é usada na manutenção da Fortaleza, e realmente parece ser bem aplicada.

Como chegar

Ela fica no topo do morro entre a Praia de Jurerê e a Praia do Forte. É possível subir de carro, mas recomendo ir a pé, a partir das faixas de areia. A subida é tranquila e o visual compensa. (No mapa)

Sem exageros, é a fortaleza mais bonita e preservada que já visitei. Embora não seja a maior, muito menos a mais famosa. E olha que estou comparando com fortalezas muito mais famosas, em cidades como Rio de Janeiro, Colonia del Sacramento, Barcelona e Cartagena.

Acho que é um passeio para a família inteira: para os adultos que gostam de história, para as crianças começarem a entender o Brasil, para a adolescente tirar lindas fotos pro Instagram e até pro jovenzão de ressaca curtir um dia de folga.

Fogo Cruzado

A visita não precisa ser guiada. Em todo o percurso há placas explicativas. Então, mesmo quem não sabe nada da história, tipo eu, pode ficar por dentro dos detalhes. Por exemplo, o texto da placa 7, que explica o sistema chamado Fogo Cruzado:

“O sistema triangular de defesa da Barra Norte da Ilha de Santa Catarina era formado pelas Fortalezas de San Cruz de Anhatomirim, São José da Ponta Grossa e Santa Antônio de Ratones, formando assim o chamado sistema de fogos cruzados. As fortalezas possuíam amplo domínio do mar, sendo que qualquer navio que tentasse atacá-las estaria ao alcance de fogo de sua artilharia antes que pudesse revidar, tendo em vista a posição elevado das fortificações, bem como a maior potência de seus canhões.”

Canhões e vista da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

 

Calabouço

Na visita também temos acesso a lugares como o calabouço. Sobre ele, a explicação também é clara:

“Lugar de prisão preventiva ou provisória, de inimigos ou de soldados da própria fortaleza. O piso em chão de batido, a pequena luminosidade e a grande umidade eram constantes em calabouços, tornando esses ambientes ainda mais insalubres. Notar os furos para grades de ferro existentes na pequena e única janela para iluminação do ambiente.”

Entrada da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

 

Canhões

Sobre os canhões, as placas explicam como foram feitos e suas supostas origens:

“Fabricados em ferro e bronze, os canhões ficavam acomodados sobre carretas de madeira, chamados reparos, posicionados sobre bases trapezoidais de tijolos ou pedras, formando as baterias dos canhões. As peças ainda remanescentes nesta fortaleza, de várias dimensões e calibres, são todas de ferro fundido, provavelmente de fabricação inglesa ou portuguesa.”

 

Casa do Comandante

Nem a Casa do Comandante fica fora das explicações. Mais legal do que ler, é entrar lá e sentir a energia de um local com tanta história:

“Neste sobrado colonial residiu o comandante da fortaleza. Foi também o local onde os portugueses assinaram a capitulação frente aos espanhóis em 1977. Notar, no pavimento térreo, vestígio do piso original de tijolos formando desenhos variados.”

Casa da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

 

Renda de bilro

Entre tantos artigos e histórias bélicas, também há espaço para a arte. Na fortaleza está exposta uma máquina de tear de bilro, um tipo de renda tradicional em Santa Catarina, trazida pelos imigrantes açorianos.

” A renda de bilro, ou de almofada, é produzida através do trançar de fios manipulados com o auxílio de pequenas bobinas de madeira, os bilros. Com os fios enrolados na extremidade dos bilros, a render tece os pontos no ar, com a orientação de um molde ou gabarito (…) Os instrumentos empregados na confecção da renda de bilro são produzidos nos núcleos domésticos das próprias rendeiras.”

Mais imagens da Fortaleza de São José da Ponta Grossa

Como falei no post da Pousada dos Chás, tive um problema com a lente da minha câmera em Florianópolis. Então as fotos ficaram todas com esses aspecto de cores lavadas e algumas tem uma pequena mancha. Então saiba que a fortaleza é muito mais bonita do que nas fotos acima. Se quiser ver fotos melhores, recomendo buscar no Google Imagens e no Instagram.

Boa viagem!

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