10 anos depois voltei à Chapada dos Veadeiros. E o hotel escolhido não poderia ser melhor: o Yoga Resort Paraíso dos Pândavas. Ainda não descobri o que são Pândavas, mas a pousada é realmente um paraíso, e agora eu vou contar um pouco do que vivi por lá, nessa incrível pousada vegan cheia de gente legal e de atividades que me surpreenderam.

Encontrei o Paraíso dos Pândavas no Booking e cheguei lá pensando que fosse uma “pousada normal” na Chapada dos Veadeiros, talvez um hotel fazenda com vacas leiteiras.  Ledo engano. YOGA RESORT não está à toa no nome da Pousada. Aos poucos fui percebendo que estava chegando em um lugar diferente, e me encantei por cada detalhe. Veja como foi meu dia a dia na pousada e porque recomendo o Paraíso dos Pândavas para quem busca relaxar de verdade ou fazer uma imersão no Yoga e na natureza.

 

Localização da Pousada

Achei a pousada muito bem localizada para quem quer explorar a região. Fica praticamente no meio do caminho entre Alto Paraíso e São Jorge, perto do Morro da Baleia. O trecho de estrada de terra é pequeno, mais ou menos três quilômetro, com a estrada em boas condições. Lá no fim do post tem o endereço, o mapa e dicas de como chegar.

 

Yoga de verdade não é aquele exercício difícil

Antes de fazer o checkin, fui avisado de que teria Yoga em poucos minutos. Se eu tivesse lido a programação da pousada no quarto, talvez entenderia que não seria uma Yoga igual em academias de ginástica. Estava escrito: 18h30 Ritual de Bhakti-Yoga (aratik) e kirtan (canto de mantras). Grego pra mim, não entenderia nada mesmo. E foi assim, sem saber o que esperar, que cheguei ao salão principal da pousada.

Lá estava o Ghiridari Das, dono do Paraíso dos Pândavas, conduzindo um ritual muito diferente pra mim. Ouvi músicas relaxantes, senti o aroma de flores do cerrado e entrei no clima. Relaxei de verdade ali. Me senti em outro mundo. Buzinas, poluição, rotina. Nada disso importava mais.

Depois do relaxamento, o Ghiridari Das deu uma aula sobre a filosofia da Yoga. Descobri que Yoga é uma religião e que Krishna é mais do quem um cumprimento. Não fui convertido e ninguém tentou me evangelizar. Foi apenas uma aula sobre o livro mais importante da Yoga, a Bhagavad Gita. Interessante.

A aula do Ghiridari Das, logo após o relaxamento, foi como essa do canal dele no Youtube

 

Uma pousada vegan onde tudo é gostoso

Eu sou carnívoro. Minha dieta é rica em carne bovina e eu não penso em mudar isso. Cheguei ao Paraíso dos Pândavas sem prestar atenção na página do Booking, então eu não sabia que era uma pousada vegan e muito menos que as refeições estavam inclusas no pacote. Aliás, cheguei lá com fome e pedi um misto. Os cozinheiros vegans devem ter ficado espantados. Não tinha, claro. O que tinha era o jantar, que ficaria pronto logo depois da Yoga.

Estamos acostumados com buffets que duram horas, daqueles em que a comida fica ali exposta, mantida aquecida e suando o tempo todo. No Paraíso dos Pândavas, tem hora pra jantar: 19h45. É a própria cozinheira que coloca as bandejas no balcão, no cantinho do salão da Yoga. Ela apresenta cada prato, conta os ingredientes, comenta sobre o preparo. SENSACIONAL. Pensei quase em voz alta.

Sucos naturais, mel à vontade, açúcar mascavo…Comida orgânica e saborosa

A comida é orgânica e vegan. Alguns ingredientes são colhidos ali mesmo na horta da pousada. Não lembro exatamente o que comi nessa primeira noite, lembro apenas que estava delicioso, principalmente os hambúrgueres veganos com ketchup caseiro, provavelmente o melhor ketchup que já comi na vida. Carne? Não senti a menor falta.

Café da manhã, almoço e jantar: tudo vegan, tudo bom demais

Café da manhã sempre vegan, simples e delicioso. Pode ser resultado do relaxamento e da energia do lugar, mas as frutas estavam mais gostosas do que o normal, especialmente as mangas. Também tinha mamão, mel e granola Aliás, mel era a única coisa de origem animal ali.

Almoço sempre vegan, farto e delicioso. Teve arroz, massa, molho de tomate, salada, sopa e pão com grãos. No último dia, comi o melhor molho pesto da minha vida. Acho até que os que eu havia comido antes não eram pesto de verdade. Chef, não lembro seu nome, mas aqui vai o meu agradecimento pelo pesto.

Jantares idem. Lembro com carinho das guacamoles. Carnívoro por natureza, sempre tratei com ironia as nomenclaturas vegetarianas, inspiradas em pratos carnívoros. Mas mordi a língua enquanto saboreava o gostoso picadinho de carne de soja.

 

Cachoeiras e trilhas exclusivas

Fui para a chapada com a expectativa de explorar as cacheiras mais famosas da região, como Vale da Lua, Segredo e Almécegas. Mas eu fui totalmente absorvido (feliz da vida) pela programação do Paraíso dos Pândavas, que conta com suas próprias trilhas e suas cachoeiras preservadas, longe do turismo pesado.

Não consegui acordar cedo para a programação inicial: Kirtan às 6h45, Meditação Mântrica às 7h e Aula de Yoga às 7h20. Mas não perdi o café às 8h45 e às 10h já estava pronto para a explorar a reserva particular do Paraíso dos Pândavas. Guiado pela simpática Cris, o grupo de hóspedes partiu em caminhada pela fazenda.

 

Trilha para as cachoeiras: nível fácil a médio

A trilha começa fácil, seguindo pela estrada de terra por alguns poucos quilômetros. A descida para a primeira cachoeira é mais complicada. Precisamos atravessar trechos de riacho e depois subir pela trilha de pedras. Mas o esforço valeu a pena logo na primeira cachoeira, com um poço de águas cristalinas. Como estava fazendo um frio surreal em plano estado de Goiás, as águas estavam geladas. O fato da nascente ser ali perto também ajuda a manter as temperaturas baixas.

Andamos até outros dois poços cristalinos com cachoeira. Talvez pelo sol que foi subindo, talvez pela esforço da caminhada, o segundo poço estava em temperatura mais agradável. No último, quase todos se arriscaram a nadar.

 

Trilha para a piscina: nível fácil

Na minha segunda manhã na Paraíso dos Pândavas, de novo desisti de ir conhecer os pontos turísticos de Alto Paraíso e fui acompanhar a Cris em mais uma caminhada. Dessa vez, o destino era a piscina da pousada. Andamos alguns quilômetros pelos altos e baixos da estrada de terra. Não calculei, mas ida e volta deve ter dado algo como 8 km.

Saímos da estrada e subimos um pequeno morro para observar a reserva do Paraíso dos Pândavas e o Morro da Baleia. Na descida, enfim conhecemos a piscina e seu visual espetacular. A piscina, cartão postal do hotel, é abastecida por uma mina natural que brota do morro. Aproveitamos para encher as garrafas com a água mineral que cai na piscina.

 

Chalés do Paraíso dos Pândavas

Com tanta coisa pra contar, quase me esqueci de falar do quarto. Logo ele, que foi uma das coisas mais legais do Paraíso dos Pândavas.

A intenção ali é realmente mergulhar o hóspede na natureza. E os chalés se misturam com o visual exuberante de cerrado preservado da Chapada dos Veadeiros. Não contei quantos chalés a pousada tem, mas são menos de 10. O meu, dividido em 4 apartamentos (se não me engano), era o mais próximo da sede, onde fica a cozinha e o salão de jantar e yoga.

Minha suíte era pequena e aconchegante. Como quase todas as pousadas da chapada, não tem TV no quarto. E também não tem ar-condicionado, wi-fi e outras coisas do mundo urbano. Tem apenas uma cama confortável, armário e chuveiro elétrico. Mas, com aquele céu estrelado da chapada e um silêncio surreal, pode-se dizer que é uma suíte de luxo.

Ah, e tem uma lanterna no quarto. Pra quem fica no chalé ao lado da casa principal, como eu, não é essencial. Mas quem se hospeda nos chalés mais distantes precisa mesmo delas pra voltar pro quarto após o jantar, caminhando pela estrada de terra. Como sempre, sob o céu brilhante da Chapada dos Veadeiros.

Pra quem vai sozinho, recomendo reservar esse chalé individual. É o mais isolado da pousada e deve ter, pra variar, uma vista incrível pro céu estrelado da Chapada.

 

Será que eu gostei do Paraíso dos Pândavas?

Quem leu tudo já sabe a resposta: SIM. Foi realmente uma experiência única e memorável. Foram menos de 48 horas que pareceram um mês inteiro de natureza, yoga, vida saudável e relaxamento. Nesse pouco tempo pude conversar com outros hóspedes, que, com um pouco mais de tempo, provavelmente se tornariam bons amigos. Isso num mundo em que mal sabemos quem são nossos vizinhos de porta.

Dois dias pareceram uma semana. Foi um detox de corpo e mente.

Cheguei sexta à tarde e fui embora domingo depois do almoço. Duas noites foram suficientes para conhecer a reserva Paraíso do Pândavas, dar uma volta em São Jorge, Alto Paraíso e fazer a trilha do Raizama. Mas, se você vem de longe, recomendo passar pelo menos 4 noites, pra ter mais tempos pra curtir a pousada, explorar a Chapada dos Veadeiros e relaxar sem pressa.

 

Como chegar no Paraíso dos Pândavas

Endereço: Rodovia GO 239, km 14, s/n – Zona Rural, Alto Paraíso de Goiás – GO, 73770-000

  • Dica: o jeito mais fácil chegar sem erro é colocar o endereço no GPS (ou marcar no Google Maps) e seguir as coordenadas. Faça isso ainda em Brasília, porque o sinal de internet vai se perdendo pelo caminho.

Pontos de referência: siga até Alto Paraíso e entre na estrada asfaltada (ta linda e zerada) que vai para São Jorge. São cerca de 14,6 km pela estrada até a entrada para a estrada de terra, do lado esquerdo. Tem uma placa indicando o Paraíso dos Pândavas, mas é bom ficar ligado na quilometragem para não passar batido. Na estrada de terra, é só seguir a pista até o final. quando você verá uma placa apontando para a sede da pousada. São pouco mais de 3 km de estrada de terra, em bom estado.

 

Todas as minhas fotos do Paraíso dos Pândavas

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Autor

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