Já fui turista e depois morador de São Paulo. Por isso acho que posso escrever as melhores dicas de São Paulo para você. E já aviso: planejar uma viagem para São Paulo requer uma série de cuidados.

Mas fique tranquilo. Aqui tem todas as dicas de São Paulo realmente importantes para sua viagem.

Muito além de pontos turísticos, vou explicar como funciona a maior cidade do hemisfério sul e como aproveitar o que a selva de pedra tem de melhor. E como fugir do que ela tem de pior.

Não tem tópico sobre o trânsito de São Paulo. Mas tem o trânsito em todos os tópicos. Entender ele é a chave para aproveitar São Paulo. Veja também outros pontos negativos e positivos de viajar para a capital paulista.

Dicas de viagem para São Paulo: como planejar melhor

Impossível listar todas as dicas de São Paulo num único post. Fiz o mais resumido possível, para que você entenda o básico antes de viajar.

Tem prós e contras de várias situações que você vai encontrar numa viagem a São Paulo.

E também não tem como fazer um roteiro completo. Morei 5 anos em São Paulo e estou longe de conhecer tudo. Nem mesmo a minha “bolha” de lugares foi explorada completamente.

Aqui estão apenas as principais situação que você pode se deparar na sua viagem. Por isso, se você tiver alguma dúvida, pergunte.

Vamos lá às minhas melhores dicas de viagem para São Paulo.

1. Melhor época

Mais de 12 milhões de pessoas vivem na cidade de São Paulo. O segredo para escolher a melhor época para viajar, é evitar tanta gente. Como? Meses de férias escolares.

Em julho, dezembro e janeiro, São Paulo fica livre do trânsito relacionado a aulas de escolas e faculdades. E se livra também de milhões de pessoas que saem de férias. Claro, outros milhões ficam na cidade, mas parece ter mais espaço pra todo mundo. Parques, metrôs, restaurantes e ruas ficam bem mais tranquilos.

Nos meses de maio e início de junho, chove pouco e começa a fazer um frio gostoso, ainda agradável.

E a pior época?

Pensando no clima, saiba que os meses quentes e chuvosos vão de outubro a março. Fevereiro historicamente é o mais quente. E os meses frios e secos vão de abril a setembro. E pode fazer muito frio. Já pequei 1ºC em agosto e não teve glamour. Se for no inverno, confira antes a previsão do tempo e prepare suas malas de acordo. Importante: sempre tenha um guarda-chuva.

2. Melhor aeroporto para chegar: Congonhas ou Guarulhos ou Viracopos?

A escolha do melhor aeroporto para chegar a São Paulo depende do que você prefere: proximidade com o centro, preços baixos ou um pouso mais tranquilo.

Guarulhos (GRU) é o aeroporto mais movimentado do Brasil. Passagens para ele geralmente são mais baratas. Mas saiba que ele fica a 30 km de distância do Centro. Por causa do trânsito, você pode levar 1 hora ou muito mais até o seu hotel. Evite chegar em horário de pico sentido Centro, no início da manhã. Vai gastar mais de R$ 80 de Uber até os bairros centrais. Ou entenda como pegar o trem do aeroporto e economize muito.

Congonhas (CGH) é o aeroporto mais antigo de São Paulo. Cercado de prédio altos, chegar por ele é sempre “emocionante”. Não é raro ter fila de espera para pousar, o terrível taxiamento. Fica perto dos principais bairros, então vai ganhar tempo e economizar com transporte se chegar por Congonhas. Uma corrida de Uber até a Av. Paulista custa a partir de R$ 18 em média.

Viracopos (VCP) é o Aeroporto de Campinas. Mas algumas companhias aéreas vendem passagem para ele como se fosse para São Paulo. Depois, você que se vire para percorrer os 91 km até a capital. Até o momento, a Azul é a única cia aérea que oferece transporte gratuito em ônibus executivos de Viracopos até São Paulo. A viagem dura cerca de 1h30, se não tiver engarrafamentos.

Dica para quem vai de ônibus para São Paulo

O Terminal Tietê é a maior e principal rodoviária de São Paulo. Ela é muito bem estruturada. Tem restaurantes, guichês de dezenas de empresas de ônibus e está conectada ao metrô.

Então, não precisa se preocupar em pegar ônibus, táxi ou Uber para ir até seu hotel. Sem sair da rodoviária, pegue o túnel de pedestres ao metrô, estação Portuguesa-Tietê, da Linha Azul.

3. Hospedagem

Aqui no blog tem as mais completas e atualizadas dicas de onde ficar em São Paulo. Mas vou quebrar seu galho e resumir o que é mais importante para turistas de primeira viagem:

A região da Av. Paulista é a melhor localização em termos de transporte, pois tem várias estações de metrô. Fácil acesso ao Centro Histórico e aos bairros nobres, como Jardins, Itaim Bibi e Moema. O ponto negativo são os preços altos.

Num dos melhores pontos da região da Paulista, o Nobile Paulista Prime é um hotel com ótimo custo-benefício.

Hoje a região mais descolada de São Paulo é Pinheiros, especialmente o entorno da estação de metrô Fradique Coutinho. É onde estão os melhores bares e restaurantes e onde legal para caminhar a qualquer hora. O ponto negativo é que tem poucas opções de hospedagem.

Nessa que é a melhor região de Pinheiro, esse Loft para até 3 pessoas é um dos mais reservados pelo Airbnb.

Diferente de cidade turísticas, em São Paulo é mais barato se hospedar aos finais de semana, de sexta a sábado. Aproveite que nesses dias o trânsito também é menor.

4. Como usar o metrô de São Paulo

Por mais que você tinha dinheiro para andar só de Táxi ou Uber, em São Paulo não vale a pena. Na cidade que tem engarrafamentos até de madrugada, a melhor maneira de se locomover é pelo subsolo.

O bilhete do metrô custa hoje R$ 4,20 (julho de 2020). Para evitar possíveis filas, compre vários de uma vez. Ou compre o Bilhete Único, como é chamado o cartão que dá acesso a todo o transporte público de São Paulo, incluindo descontos para quem segue viagem em ônibus.

Pronto. Embarque no metrô e chegue rápido às principais atrações turísticas de São Paulo. Tem metrô perto do MASP, da Pinacoteca, do CCBB, da Rua 25 de Março, da Oscar Freire e do Teatro Municipal, entre outros.

5. Lugares imperdíveis

Morei 5 anos em São Paulo e estou longe de conhecer a cidade inteira. Quer ir direto aos lugares mais famosos? Listei no blog os 12 principais pontos turísticos de São Paulo.

Mas considero que, essenciais de fato, mais do que as atrações, são os roteiros. Passeios que combinam várias atracões de uma vez só:

  • Roteiro da Av. Paulista – Na avenida mais importante do Brasil o único ponto turístico realmente importante é o MASP. Junto a ele, o Mirante 9 de Julho garante uma vista emblemática. Do outro lado da rua, o Parque Trianon oferece uma pequena área verde. Apesar dos poucos “símbolos” o passeio pela Paulista é legal pra observar a grandiosidade e a energia da veia pulsante de São Paulo.
  • Roteiro no Centro Histórico – Numa caminhada de 3 km você pode passar pelos pontos turísticos mais importantes de São Paulo e fazer visitas imperdíveis. Está tudo nesse caminho: Praça da República, Galeria do Rock, Catedral da Sé, Pateo do Collegio (onde nasceu São Paulo), 25 de Março (a rua das compras) e Mercado Municipal (o Mercadão, para como o famoso sanduíche de mortadela).

6. Dicas culturais

São Paulo é a cidade com a maior agenda de shows, teatros e outros espetáculos do Brasil. Futebol também é cultura? Nenhuma outra cidade recebe tantos jogos de grandes equipes.

Para se programar, recomendo ficar de olho na agenda de sites como o Guia da Semana e o Guia Folha. Por eles você descobre quais peças e apresentações musicas, entre outros eventos, vão coincidir com as datas da sua viagem.

Ou vá direto em busca de mais informações nos melhores museus e espaços culturais de São Paulo:

  • MASP – Museu de Arte de São Paulo. A entrada inteira é R$ 40 na bilheteria.
  • MIS – Museu da Imagem e do Sum – Cada exposição tem um valor. Em média, a partir de R$ 20 a inteira.
  • Pina_ – Pinacoteca do Estado de São Paulo – O ingresso adulto é R$ 6.
  • Museu Catavento – Espaço cultural e educacional – O ingresso adulto é R$ 10.
  • CCBB – Centro Cultural Banco do Brasil – Tem muitas mostras e gratuitas

7. Tours e experiências diferentes em São Paulo

Não é preciso ter um amigo em São Paulo para conhecer a cidade com um morador local.

E você pode incluir alguns dos lugares mais famosos de São Paulo nesse roteiro criativo. Por exemplo, nesta Aula de Grafite, o passeio começa pelo Beco do Batman e seu muros multicoloridos. Depois, vá fazer seu próprios desenhos num muro da região.

Quer as melhores fotos? Então visite o Beco do Batman com um fotógrafo. Isso aí, fotos profissionais com você de modelo.

Outro passeio diferente é este chamado de O Lado B do Centrão. Além de atrações importantes, o passeio passa por lugares históricos, culturais e políticos menos explorados de São Paulo, percorrendo o Centro Histórico e o Bairro da Luz.

Entre outras atividades, também é possível conhecer um pouco da vida noturna de São Paulo em um “pub crawl”, fazer caminhadas com paradas para degustar em vários restaurantes e até voar de helicóptero. Como falei no inícios dessas dicas de viagem para São Paulo, opções não faltam.

8. Onde comer em São Paulo

Não conheço cidade no Brasil onde se come melhor do que em São Paulo. Além de restaurantes das mais variadas especialidades e países, a qualidade é acima da média nacional.

Mas, no mesmo ritmo em que abrem novos restaurantes, muitos outros fecham as portas. Por isso, em vez de lugares da moda, vou indicar primeiro padarias, bares e restaurantes tradicionais para conhecer em São Paulo.

Dicas de restaurantes tradicionais em São Paulo:
        • Bella Paulista – Uma das maiores e mais conhecidas padarias de São Paulo. E como em São Paulo “padoca” é coisa séria, ela funciona das 6h às 22h e tem um cardápio completo. Mas, cá entre nós, imperdível mesmo é o pão na chapada.
        • Sujinho – Mistura de boteco e cantina, é especialista em carne assada e funciona até altas horas da madrugada. Quase ao lado fica a Hamburgueria do Sujinho, referência em lanches bem servidos. Importante: não aceitam cartão, só dinheiro.
        • Braz – Rede de pizzarias mais conhecida de São Paulo. Gosto mais das unidades de Higienópolis e Moema. Ambiente tipicamente paulistano, excelente atendimento e pizza de qualidade.
        • Estadão Bar – Fundado em 1968, é famoso pelo sanduíche de pernil e já recebeu vários prêmios como o melhor bar de São Paulo. Tem esse nome pois fica ao lado da antiga sede do jornal O Estado de São Paulo e era muito frequentado por jornalistas.

Não se prenda muito a nomes. São Paulo é daqueles lugares onde se come bem em qualquer esquina. E se come de tudo. Não faltam ótimas pastelarias, rodízios árabes, cantinas italianas e tudo mais.

Listei abaixo os principais pólos gastronômicos de São Paulo.

Se você quer encontrar bons lugares por conta própria, vá direto a essas ruas e regiões gastronômicas de São Paulo, por exemplo:

  • Rua Bandeira Paulista – No Itaim Bibi, na Rua Bandeira Paulista e imediações, estão alguns dos melhores restaurantes japoneses de São Paulo e muitas hamburguerias.
  • Rua dos Pinheiros – Essas rua e imediações, no bairro de Pinheiros, é o lugar mais hipster de São Paulo. É onde mais surgem bares descolados e restaurantes com longas filas de espera. Subindo um pouco, na Rua Arthur de Azevedo estão lugares como o Underdog e o Finnegan’s Pub.
  • Entorno do Copan – No centro de São Paulo, a região do edifício Copan ganhou vários restaurantes badalados, como A Casa do Porco.
  • Rua Haddock Lobo – Nos Jardins, dezenas de ruas podem ser consideradas gastronômicas. A mais importante delas é a Haddock Lobo, onde estão lugares como Z Deli Paris 6.

9. Segurança em São Paulo

A cidade de São Paulo é a capital mais segura do Brasil, com a menor taxa de homicídios e crimes violentos. Não precisa ter medo de viajar a São Paulo.

Mas obviamente é preciso tomar alguns cuidados.

Enquanto morador de São Paulo, o crime que mais amigos eram vítimas, era o roubo de celulares no semáforo. Evite manter as janelas do carro abertas ou ficar “vacilando” com celular ou objetos de valor.

Mais um motivo para preferir circular de metrô em São Paulo. Além de mais rápido, é mais seguro para os passageiros, por incrível que pareça.

Andar a pé também é relativamente seguro em muitas áreas, inclusive à noite, como na bem iluminada Av. Paulista e nas ruas gastronômicas do Itaim Bibi.

Então os bairros inteiros são seguros? NÃO. Na própria região da Av. Paulista, tem excessões. Por exemplo, a Rua Augusta é uma das mais animadas na vida noturna de São Paulo. Mas quanto mais você desce em direção ao centro, mais perigoso fica.

Na Frei Caneca, a mesma coisa. Da minha janela, toda semana eu via assaltos quase em frente ao shopping. Sempre no início da madrugada. Se quiser saber sobre alguma região específica, basta perguntar.

10. Vale a pena fazer turismo em São Paulo

Eu já cumpri minha cota de São Paulo. Me mudei de lá e nunca mais quis voltar. A vida é muito curta para se morar em São Paulo, como dizia uma antiga pichação.

Mas não tem como negar que, para um viajante, a experiência é completamente diferente.

Como falei no início, já fui turista em São Paulo. E me lembro de ficar chocado com o movimento na Av. Paulista, com a grandiosidade dos monumentos no Centro Histórico e de ter visitado exposições de arte impossíveis em cidades menores.

É o Centro do Brasil. Financeiro, gastronômico, cultural.

Só São Paulo proporciona a real experiência de uma metrópole no Brasil, com todas as suas vantagens e mazelas.

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Eu mesmo respondo, sempre o mais rápido possível. E posso ajudar você a montar um roteiro personalizado em São Paulo, com médias de preços e dicas de lugares menos conhecidos ou de acordo com seu perfil de viagem.

E boa viagem para São Paulo.


* Fontes consultadas: saopaulo.gov, buenasdicas, bibliotecavirtual e sites indicados no decorrer do artigo.

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