Curitiba

Bate e volta de Curitiba a Morretes de trem: Vale a pena?

Pode ser mais caro e lento do que ônibus, mas nesse trem a viagem fica muito mais interessante. Veja roteiro, preços e outras dicas.
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Se você está planejando um roteiro em Curitiba, dedique pelo menos um dia para conhecer Morretes, cidade histórica no meio da Mata Atlântica. O bate e volta até lá dura um dia inteiro e é cansativo, mas no caminho já vai perceber que fez uma boa escolha.

  • Distância de Morretes a Curitiba: 72 km
  • Tempo de viagem de ônibus: 1h30 – Preço médio: R$ 22
  • Tempo de viagem de trem: 4h15 – Preço médio: R$ 125 a R$ 319

Repare que a viagem de trem é longa. Por isso recomendo que você vá de ônibus e volte de trem. Isso também reduz gastos, pois a passagem de ônibus custa em média R$ 22 pela Viação Graciosa e a passagem de trem no vagão mais simples hoje tem preços a partir de R$ 125 na Serra Verde Express.

Ida de ônibus para Morretes

O embarque, indo de ônibus ou trem, é na Rodoferroviária de Curitiba, próxima ao centro. Recomendo chegar com pelo menos meia hora de antecedência, pois o local é confuso e mal sinalizado. Pra ter mais tempo em Morretes, melhor embarcar o mais cedo possível. Em dias de semana, o único horário matinal pela Viação Graciosa é às 7h. Mas aos domingos e feriados, tem ônibus, 7h, 8h e 9h. Não consultei outras empresas.

Saindo de Curitiba, o ônibus pega a famosa Estrada da Graciosa. A maior parte da viagem acontece em pista simples. Longos trechos em paralelepípedos, com descidas íngremes e curvas acentuadas. Além de dificuldade natural da pista, lembre-se que é serra. No dia da minha viagem, era tanta neblina que não se via dois metros à frente do veículo. A paisagem no caminho é bonita? Não faço ideia, não vi nada.

Chegada em Morretes

A rodoviária fica a apenas três quarteirões da parte turística, então pode ir andando.  Se pegar o ônibus das 8h, desembarca lá no máximo até 10h. Tempo suficiente para explorar a cidade até a hora do almoço. Aliás, a pequena Morretes é mais bonita do que eu imaginava. Tem um centrinho histórico preservado, com casas e hotéis em estilo colonial na orla do Rio Nhumdiaquara. Quando cheguei lá, tinha bancas com produtos típicos da serra e do Paraná, como pimentas, queijos, artesanatos e licores regionais. Conheça também as lojas de cachaça artesanal, como a Porto Morretes.

Rio Nhumdiquara, no Centro de Morretes
Bancas de comidas e artesanatos em Morretes
Cachaça Ouro de Morretes
Igreja de Morretes, no final do centro histórico

O barreado

O centro histórico é pequeno, no máximo em duas horas da pra ver tudo e ainda curtir preguiça nas mesas à beira do rio. Ao meio-dia, corra para conhecer a melhor atração de Morretes, o barreado, uma tradicional prato regional com carne cozida por longas horas em panela de barro, servida com farinha e banana. Comi no Restaurante Madalozo, que serve o prato em esquema de rodízio por R$ 69, incluindo camarão e peixe. Tinha até banana recheada de barreado.

Veja também:

A volta de trem de Morretes para Curitiba

O barreado é um prato pesado e difícil de comer pouco. Então faça o final do seu roteiro em Morretes em câmera lenta, pra “fazer o quilo”. O trem parte às 15h e a companhia Serra Verde recomenda chegar na estação com uma hora de antecedência. Acho esse tempo exagerado, pois o local é desconfortável e a essa hora o calor de Morretes vai estar de matar, mas tente chegar pelo menos 30 minutos antes. Pode ir a pé, pois a ferroviária fica ao lado de onde chegam os ônibus, perto do Centro.

Fui no vagão mais simples e mais barato, a Classe Turística. Já está um pouco velho e as poltronas são desconfortáveis para uma viagem com mais de 4 horas de duração. Mesmo assim, é um trem simpático e bem cuidado. Dica esperta: vá do lado direito do trem, onde estão as paisagens mais bonitas.

Serra acima, o trem entra em território de Mata Atlântica densa. Passa por estações abandonadas, acampamentos de maconheiros trilheiros e operários trabalhando. Aí começam as melhores paisagens: cachoeiras e despenhadeiros onde o trem parece estar flutuando sobre o vale. Os trechos de maior interesse foram explicados pela guia de turismo a bordo, que também conta sobre lendas e histórias da região. Aqui tem o mapa com a rota do trem.

Aliás, ter um guia turístico, deixa a viagem menos entediante. Pois a beleza da serra não dura a viagem toda. Não cronometrei, mas diria que as duas horas finais são de paisagens normais, com o trem passando pelos subúrbios de Curitiba. Inclusive num trecho fomos orientados a fechas as janelas, pois moradores de uma invasão costumam jogar pedras no trem.

Sim, vale a pena fazer a viagem de trem

Se Morretes por si só já um local que merece ser visitado, fazer o trajeto de ida ou volta de trem é aquele algo mais. Mesmo que seja uma viagem longa e custe mais do que ônibus, é uma rara oportunidade de andar de trem no Brasil, ainda mais nessa rota que já foi considerada uma das mais bonitas do mundo.

Eu fui na Classe Turística, mas visitei também o vagão Litorina de Luxo, que é mais muito confortável, tem serviço de bordo e oferece café da manhã e bebidas como água, chá, refrigerante e cerveja. Ele faz apenas a viagem de ida, de Curitiba para Morretes, e inclui uma parada no Mirante da Nossa Senhora do Cadeado.

Litorina – Vagão de luxo no trem da Serra Verde Express

Veja também:

O Buenas Dicas fez essa viagem durante o encontro de blogueiros da RBBV, com cortesias da Serra Negra Express e do restaurante Madalozo.

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3 Comments

  1. Olá, tudo bom?

    Sempre ouvi falar desse famoso “barreado”. Por acaso vocês sabem se é possível encontrar na cidade versões veggie desse prato típico?

    Forte abraço,

    • Nivaldo responder

      Olá, Caio! Não reparei no cardápio do restaurante nesse dia, mas existe sim o barreado vegano. Inclusive em Curitiba li sobre um versão de barreado com carne de soja. Em Morretes, pesquisei agora e vi que tem no restaurante Manacá da Serra. Boa viagem!

      • Maravilha!
        Compartilho aqui a experiência quando eu conseguir visitar!

        Obrigado!

Comentários