Itália

Pompeia: todas as dicas, desde como ir, o que ver e se vale a pena

Entenda o que fazer nas ruínas de Pompeia e se vale a pena visitar esse sítio arqueológico, que preserva a história de uma das maiores tragédias da Itália.
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Finalmente consegui visitar Pompeia, cidade romana que foi sepultada pelas cinzas do vulcão Vesúvio. A erupção de 79 D.C. dizimou a população, mas preservou a história, guardando pinturas intactas, casas, ruas e monumentos, além dos moldes dos corpos das vítimas, entre elas crianças, homens, mulheres e cachorros.

Minha base era Nápoles, então fiz um bate e volta bem menos cansativo do que se estivesse em Roma. Fui de trem e depois segui a pé para o sítio arqueológico de Pompeia, onde percorri as principais ruas e lugares indicados no mapa. E aqui vão as dicas de como chegar, onde estacionar (se for de carro) e o que fazer em Pompeia.

Respostas para as dúvidas mais comuns sobre as ruínas de Pompeia

  • Vale a pena visitar? Depende. Apenas se gosta de história e tem disposição para caminhar horas entre ruínas.
  • Quando ir? Evite os meses mais chuvosos (outubro, novembro e dezembro) e os meses mais quentes e lotados (julho, agosto e setembro).
  • Quanto tempo dura a visita? Passei 3 horas circulando nas ruínas, vi os principais pontos e já não aguentava mais. Mas há quem recomende passar o dia inteiro ou até 2 dias.
  • Preço do ingresso: na bilheteria do local o ingresso custa 15 Euros. Há uma opção de visita reduzida por 7 Euros e entrada gratuita num pequeno trecho, mas não compensa. Se está em Pompei, melhor ver tudo. Por um pouco mais, você pode comprar o Ingresso Fura Fila, que vale a pena na alta temporada.

Como chegar em Pompeia de trem

A vantagem de estar em Nápoles é o tempo de viagem. Se de Roma são até 3 horas dentro do trem, a partir de Nápoles minha viagem durou exatos 48 minutos. Fui para a estação Napoli Centrale, comprei na máquina a passagem por 2,8 Euros e embarquei às 9h52. Eu havia lido num blog que era pra descer na estação “Pompei Scavi – Villa Dei Misteri”, a mais próxima das ruínas. Mas ela estava fechada, então desci na próxima, a estação Pompei. Andei cerca de 15 minutos até a bilheteria. Resumo:

  • Embarque em Nápoles: Napoli Centrale, a principal estação de trem
  • Preço da passagem: 2.8 Euros
  • Frequência e horários do trem: praticamente a cada 30 minutos. Pode conferir e comprar no site da Trenitalia
  • Tempo de viagem: 50 minutos, pois é um trem que faz paradas pelo caminho
  • Desembarque em Pompei: estação Pompei, a 15 minutos de caminhada da bilheteria
  • Onde comer: tem um restaurante dentro das ruínas, próximo ao foro. Particularmente, não gostei da cara da comida e preferi almoçar do lado de fora (na Via Scara, perto da estação de trem, tem muitos restaurantes e pizzarias)

Para quem vai alugar um carro, tem muitos estacionamentos próximos à entrada e à saída do sítio arqueológico. Em média, o preço para o dia inteiro é 5 Euros, sendo que era baixa temporada. Na alta a tendência é aumentar um pouco.

Mapa de Pompeia – Sítio arqueológico

A cidade antiga de Pompeia está dividida em 8 zonas. A entrada principal está na Zona II (Amarela, canto inferior direito), onde também fica o Anfiteatro. A Zona VII (Rosa) tem mais lugares de interesse, como o Foro e moldes de corpos. Mas não se preocupe: ao comprar o ingresso você recebe um folheto com essa mapa de Pompeia, indicando as principais atrações turísticas e locais como banheiros, restaurante, saída e nomes das ruas.

O que ver em Pompeia – Caminhada pelas ruínas

Agora sim, estamos de fato na antiga Pompéia! Depois de passar pelas catracas, não sabia onde ir primeiro. Por isso é importante ficar atento aos destaques do mapa. A seguir, vou mostrar os principais lugares de Pompeia em ordem de localização a partir da entrada.

Anfiteatro de Pompeia

Primeira parada importante pelo tour em Pompeia. O anfiteatro tinha capacidade para 20 mil pessoas e recebia eventos como batalhas de gladiadores. Não impressiona quem já visitou o Coliseu de Roma, que comportava até 80 mil espectadores. Em 1972, foi palco do filme Live at Pompeii, com um show da banda Pink & Floyd. Tem uma exposição com vídeos do show.

Praedia Di Giulia Felice

A casa de Julia Félix, uma romana que vivia em Pompeia, é uma das maiores e mais bem preservadas das ruínas. Supostamente funcionava como uma espécie de pousada, em que a proprietária alugava os quartos de sua elegante residência. Fica bem no início do trajeto principal.

Interior das casas de Pompeia, com cozinhas, pinturas e estátuas preservadas

Algumas casas da antiga Pompeia se mantiveram bastante preservadas, como nessa em que é possível observar a cozinha, com seus fogões em estilo romano, além de pinturas nas paredes e cômodos ainda de pé. Você naturalmente irá passar por elas seguindo o percurso pela Via dell’Abbondanza, onde moraram as famílias mais ricas da cidade.

Fontes de água

Nas ruas principais também estão algumas fontes de água como essa, que os habitantes da época utilizam para levar água para suas casas. Se contratar um guia ou comprar entrada com áudio-guia, poderá saber em detalhes a história de locais como esse.

Casa della Venere in Conchiglia

A Casa da Vênus na Concha é uma das mais bem preservadas de Pompeia. É impressionante observar suas pinturas, feitas há quase 2 mil anos, além das colunas e cômodos da casa.

Foro Civile di Pompei

Nas cidades romanas, o Foro Civile era como uma praça principal, comum ponto de encontro da população e onde os governantes faziam seus pronunciamentos. Era também o local de execuções. Essa estátua do centauro no centro da foto, embora pareça antiga, é uma obra de 2006, do artista polonês Igor Mitoraj.

Moldes dos corpos das vítimas

Quem assiste a documentários sobre Pompeia, se impressiona com as histórias dos moldes dos corpos das vítimas, que preservaram o instante de cada morte. Mas pessoalmente não é algo impactante. Não são corpos, são apenas moldes em gesso, estátuas que retratam como o corpo da vítima foi encontrado nas escavações. Também há moldes de cachorros e crianças. Elas estão espalhadas por todo o complexo, mas a maioria está no Granai del Foro, local que também contém cerâmicas e objetos pessoais dos moradores.

Casa del Fauno

Quando Pompeia foi destruída, essa casa já tinha mais de 100 anos e era uma das mais luxuosas da cidade. Lá foram encontradas muitas obras de arte, como essa escultura denominada Fausto Dançarino. Lá também está o Mosaico de Alexandre, painel que retrata uma batalha de Alexandre, o Grande.

Basílica de Pompeia

Apesar do nome basílica, não era uma igreja, afinal o cristianismo ainda estava longe de se tornar a religião oficial do Império Romano (e conduzir a Europa para a Idade Média). O local era um prédio público, de finalidade econômica e judiciária.

Templo de Isis

Já no final do percurso principal, está uma das últimas grandes descobertas de Pompei. Foi revelado nas escavações de 1764, demonstrando a crença local na Deus Isis, o que remonta à ligação de Roma com Alexandria, no Egito.

Teatro Grande

Mais antigo do que o Coliseu de Roma, tinha capacidade para 5 mil espectadores. Foi melhor preservado do que o anfiteatro do início do percurso, sendo possível sentar em suas arquibancadas e admirar o visual do sítio arqueológico. Sua principal finalidade era a apresentação de peças teatros, como obras clássicas de origem grega. Ótimo lugar para fotos e para descansar antes de ir embora.

O que fazer depois de Pompeia:

Se sua base foi Nápoles ou própria Pompeia, aproveite para conhecer destinos próximos, como Salerno, Sorrento, Positano e outros lugares da Costa Amalfitana. Continue planejando sua viagem para a Itália:

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