Depois de passar 15 dias na Colômbia, explorando os principais destinos turísticos do país, pensei no que eu gostaria de ter lido antes da viagem. Algumas informações eu vi, outras foi vacilo não ter descoberto antes. São dicas para fazer turismo inteligente, com economia de tempo e dinheiro, evitando armadilhas e aproveitando o melhor do país.

Nessa última viagem para a Colômbia, explorei Cartagena, San Andrés e Bogotá. Mas a maioria das dicas é geral para quem vai a qualquer lugar do país, pois tem informações básicas sobre documentos, vacinas, padrão de tomadas, violência e segurança, fuso horário e preços, entre outras.

 

1. Cartão de vacinação internacional é obrigatório na Colômbia

O CIVP (Certificado Internacional de Vacinação) é documento obrigatório para brasileiros entrarem na Colômbia, com o devido registro de vacina contra Febre Amarela. Talvez pelos surtos da doença no Brasil, o documento é realmente cobrado. Precisei mostrar o meu CIVP na fila do embarque na Copa Airlines, ainda no Brasil. E já na Colômbia o fiscal da imigração também pediu para conferir. Como fui informado na ANVISA, o documento vencido ainda pode ser utilizado, pois descobriram recentemente que a vacina contra Febre Amarela tem duração para toda a vida.

 

2. Pode entrar na Colômbia com Passaporte ou RG

Assim como em outros países da América do Sul, brasileiros podem ingressar na Colômbia apenas com RG. Essa facilidade faz parte de um acordo do Mercosul. Para ser aceito, o documento deve estar em boas condições e tem que ser possível identificar o portador. Ou seja, o RG não precisa ter sido emitido há menos de 10 anos, mas obrigatoriamente é preciso que o fiscal reconheça o turista pela foto. Se não for possível, outros documentos oficiais podem auxiliar. Por isso, se seu RG estiver velho ou você estiver muito diferente na foto, é melhor entrar da maneira tradicional, usando o Passaporte: deve estar dentro da data de validade. Se na data da viagem faltarem menos de 6 meses para o vencimento, é preciso solicitar outro. Dica: o site Portal Consular, do Itamaraty, é a fonte mais confiável para informações atualizadas sobre documentação.

 

3. Com dinheiro vivo você economiza na Colômbia

Como falei no artigo Câmbio na Colômbia, a Colômbia está longe de ter a aceitação do cartão de crédito como é no Brasil. Muitos lugares cobram taxas e têm valores mínimos para aceitar “la tarjeta”. A melhor forma de chegar lá é apenas com Pesos Colombianos suficientes para pagar o táxi do aeroporto e depois trocar Reais, Dólares ou Euros nas casas de câmbio mais indicadas. Além do que, em dinheiro vivo é mais fácil conseguir descontos. E os colombianos são ótimos na pechincha.

 

4. Preços na Colômbia

De modo geral, a Colômbia é um país mais barato do que o Brasil. Comer, fazer compras e se hospedar em hotéis, itens básicos ao turista, costumam ser mais baratos. Mas isso depende muito da cidade. Por exemplo, em Medellín e Bogotá os preços são muito baixos se comparados a grandes cidades brasileiras. Uma refeição em restaurante mediano chega a custar a metade do preço que no Brasil. Pode acreditar nessa comparação do site Numbeo. Já em destinos essencialmente turísticos, como Cartagena e San Andrés, os preços médios são levemente mais altos do que no Brasil e o padrão de qualidade em relação a Bogotá cai bastante, assim como o custo-benefício de hotéis e restaurantes.

Além dos preços mais baixos, muitas atrações culturais são gratuitas. Por exemplo, o Museu Botero, em Bogotá, e o Museo del Oro, em Cartagena.

 

5. Tenha um cartão de crédito internacional liberado

Mesmo se levar a quantia suficiente em dinheiro, recomendo ter também um cartão internacional com você. E não se esqueça de liberá-lo para transações internacionais antes da viagem. Dependendo do seu banco, é possível liberar o cartão no caixa eletrônico ou no aplicativo, sempre em território nacional. Assim, se surgirem gastos extras, você não passa apuros. Aliás, recomendo que planeje uma divisão de orçamento. Contando em parte com o cartão de crédito, você evita um prejuízo maior em caso de roubo ou perda de dinheiro. Aos usuários de Nubank, como eu, um aviso: tenha também o cartão de crédito de um banco grande, porque só eles permitem saque de dinheiro em ATM em outros países. Apesar de gostar do meu cartão roxinho, ele me deixou na mão em San Andrés, quando precisei sacar.

 

6. Reserve sua hospedagem com antecedência

Principalmente para quem vai a destinos caribenhos, é importante ficar atento a opiniões de outros viajantes sobre pousadas, hotéis e hostels. Assim você descobre onde tem água quente, onde tem portaria 24h e, principalmente, onde realmente tem ar-condicionado que funciona. Porque a vida é complicada só com ventilador em lugares quentes como San Andrés e Cartagena. E quanto maior a antecedência da reserva, maior a chance de encontrar vagas nos hotéis com melhor-custo benefício e notas maiores nos melhores sites de reservas. E se ainda tiver dúvidas, reserve em algum dos muitos lugares que aceitam cancelamento grátis até a véspera da viagem.

 

7. Leve adaptador de tomadas para o padrão da Colômbia

Sabe quando você chega no hotel e a primeira coisa que faz e ligar seu carregador de celular na tomada? Então, isso não vai rolar se não tiver um adaptador para tomadas colombianas. O padrão lá similar a tomadas que existiam no Brasil antes do novo (e estúpido) padrão: tomadas verticais. Claro que é possível encontrar lá para comprar e alguns hotéis têm para emprestar. Mas o melhor mesmo é comprar aqui no Brasil, pra ter o seu e não passar apuros quando chegar. Nos aeroportos da Colômbia, também vai ser muito útil.

 

8. Leve pouca bagagem

A Colômbia não é um destino de compras. Eletrônicos, relógios e perfumes custam praticamente o mesmo que no Brasil. No máximo você pode aproveitar para comprar um café diferente. Nos destinos caribenhos, o calor é garantido noite e dia, o que significa roupas leves. E levando poucas malas, você ainda economiza nas passagens internas em companhias como a Viva Colombia. Se conseguir fazer caber tudo apenas na mala de bordo, além de economizar dinheiro, você poupa tempo. Ainda mais se você é do tipo que sua mala é sempre a última a aparecer na esteira do aeroporto.

 

9. Segurança e violência na Colômbia

Apesar da má fama, fazer turismo na Colômbia é mais seguro do que muita gente imagina. Nos principais destinos, como Bogotá, Cartagena, San Andrés, Santa Marta e Medellín, existe grande respeito com os turistas e o índice de roubos e violência é baixo se comparado ao Brasil. Em Bogotá, o policiamento é grande, tem cães farejadores de drogas e armas até na entrada dos shoppings e nos melhores bairros é tranquilo caminhar à noite. Inclusive me senti muito mais seguro na Colômbia do que em qualquer cidade brasileira.

Os problemas com as FARC e com o tráfico de drogas ainda existem, mas em proporções bem menores do que nos tempos de Pablo Escobar. E se concentram principalmente no Valle del Cauca e região amazônica. Por exemplo, Cúcuta, Cali e Palmira estão entre as cidades mais violentas do mundo, segundo esta lista. Então, se pretende fazer turismo no interior e região de selva, saiba que muitas estradas não são recomendáveis e que o perigo existe. No litoral, especialmente no Caribe Colombiano, a segurança é muito maior.

 

10. Faça um seguro viagem

Já pensou que sua bagagem despachada para a Colômbia pode ir parar na Europa? Extravios, infelizmente, são muito comuns. Outra coisa comum é a gente se empolgar com a culinária de um país, meter o pé na jaca, e acabar com uma uma diarreia nervosa. Sem falar nos riscos de passeios, como vivi nessa para a Playa Blanca de Cartagena. O bom é que, para a gente ter apoio logístico e cobertura financeira nessas situações, existem seguros viagem. Hoje em dias é fácil e barato contratar uma cobertura. Meu seguro para uma permanência de 15 dias na Colômbia custou menos de R$ 100. Fiz na Real Seguros, que compara preços de diversas seguradoras.

 

11. Transporte: táxi, aplicativo, ônibus e avião

Entre San Andrés, Cartagena e Bogotá, a melhor forma de se locomover é de avião. De Bogotá para Cartagena, são mais de mil quilômetros de distância e a estrada é cheia de precipícios. Seguindo a dica de colombianos, fiz tudo de avião. O país tem companhias aérea baratas, como a Viva Colombia e a Wingo (low cost da Copa Airlines).

Táxi ou Uber ou Cabify

Nas cidades, evitei andar de ônibus. Em Cartagena, por causa do calor insuportável. Em Bogotá, por causa da extrema lotação do transporte público. Táxi não é caro, mas utilizar Uber e Cabify é ainda mais barato, principalmente na capital. Como existe a velha treta com taxistas, é preciso andar no banco da frente, pra não ficar óbvio que está num transporte irregular.

 

12. Fuso Horário

A Colômbia tem um único fuso horário e não tem horário de verão. Mesmo em San Andrés, muito distante do continente, os relógios estão sempre iguais aos de Bogotá. Em relação ao Brasil, a diferença é de duas ou três horas a menos do que o horário de Brasília, dependendo se estamos ou não em horário de verão.

 

13. A gastronomia é uma das melhores atrações

A culinária colombiana não é muito diferente da brasileira. Mas ela tem uma charme diferente. Os pratos mais tradicionais, como a Bandeja Paisa, são simples, baratos e bem servidos. As frutas e os sucos são muitos gostosos, principalmente de sabores nativos, como Lulo e Guanabana. Para quem gosta de frutas na refeição, aí sim a Colômbia é o paraíso: muitos pratos vem acompanhados de abacate e banana frita, ou melhor, patacones. E as comidas de ruas são fartas, baratas e gostosas, principalmente as arepas. Pra recuperar as energias, não faltam excelentes cafés. Veja mais comidas típicas e bebidas da Colômbia.

 

14. San Andrés cobra taxa de entrada para turistas

Sim, para para entrar na ilha de San Andrés. Atualmente, o valor é 109 mil COP por pessoa. Na cotação de hoje, são R$ 136. E esse valor deve ser pago somente em dinheiro. Fui cobrado antes do embarque, não sabia disso, e por sorte tinha a quantia na carteira. Espero sinceramente que as autoridades de turismo da ilha utilizem essa verba para melhorar a estrutura de San Andrés y Providencia. De qualquer forma, o valor não é impeditivo. Vale muito a pena visitar San Andrés, que tem algumas das praias mais incríveis do Caribe.

 

15. Saiba o que fazer e o que não fazer

Assim como outros países, a Colômbia tem seus altos e baixos. Por isso é preciso pesquisar muito o que realmente vale a pena fazer. Então fique atento às dicas mais sinceras da internet aqui no Buenas Dicas. Por exemplo, só aqui você descobre que a Playa Blanca de Cartagena é muito ruim. E vê também dicas do que merece ser visitado, como o Museu Botero, em Bogotá e o Gente de Mar, em Cartagena.

Nossas dicas de viagem para a Colômbia estão só começando. Fique ligado e boa viagem!

Para planejar sua viagem:  
  1. Booking: descontos exclusivos em hotéis e reservas com cancelamento grátis
  2. Real Seguros: compare preços de seguro viagem
  3. RentCars: aluguel de carro pelo menor preço nas principais locadoras do mundo
Viaje com descontos:
  1. 100 reais de desconto no Airbnb
  2. 5% ou mais de desconto em Seguro Viagem
Autor

8 Comentários

  1. Amigos do Brasil, sejam bem-vindos em Bogotá, se vocês precisarem de hospedagem, eu posso oferecer para vocês meu apartamento na melhor região de Bogotá (Bairro Chapinero / Quinta Camacho, Calle 72) podem fazer a reserva diretamente no link da airbnb.

    • Nivaldo Responda

      Olá, José. Aqui neste post estão dicas gerais de Bogotá e da Colômbia. Coisas básicas como documentos, vacinas, tipo de tomada, moeda e transporte. Para dicas de hospedagem, temos os seguintes artigos:

      Onde ficar em Bogotá
      Onde ficar em Cartagena

      Por aqui, se tiver mais dicas de viagem para a Colômbia, serão bem-vindas.
      Até mais!

  2. San Andres também é rodeado de picos/montanhas ou o pôr-do-sol apenas completamenta a paisagem do Caribe?

  3. Olá,estou querendo muito ir para Colômbia mas para visitar montanhas e picos,nas cidades que você visitou,alguma delas eram próximas a algum deles? Amo pontos altos e iria com uma colega,seria a viagem de formatura escolar dela e somos duas pessoas apaixonadas pelo pôr-do-sol e o nascer do mesmo,queríamos ver de um lugar alto. Conhece algum que seja seguro ir?

    • Nivaldo Responda

      Olá, Sarah. Escolheu bem o destino! Tem duas semanas que voltei de lá e já estou com saudades. Foi o melhor destino que poderia ter escolhido.

      Então, Bogotá fica no altiplano andino, a 2640 metros de altitude. E é cercado de picos ainda mais altos. Fiz somente o passeio mais fácil e barato: Monserrate. Subi de teleférico ao topo, a 3152 metros de altitude. Lá no alto tem lojas de artesanato, café, restaurante e uma igreja. Mas o melhor é a vista. Dá pra ver Bogotá inteira. O ideal é ir no fim da tarde, assim pode ver o pôr-do-sol e depois admirar a cidade todo iluminada. O único porém é o clima. Bogotá é muito chuvosa e poluída, enfumaçada, então a visibilidade do pôr-do-sol costuma ser ruim. Se tiver mais tempo, certamente dá pra explorar montanhas mais isoladas e vistas para a natureza.

      Mas, sem dúvidas, o pôr-do-sol mais bonito que vi na Colômbia foi no Caribe, em San Andrés. Recomendo muito.

      Esses dois lugares, Monserrate e San Andrés, são seguros e muito visitados.

Escreva seu comentário